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Atravesse a nova fronteira digital

Felizmente estamos cruzando uma nova fronteira na vida. Como o mundo inteiro entrou na era da informação, certos costumes e hábitos ficaram para trás.


No velho paradigma, forjado na era industrial, as pessoas procuravam empregos estáveis para o resto da vida e faziam seu trabalho do mesmo jeito até se aposentarem. Mais velhas e aposentadas, elas se tornavam totalmente inúteis para a sociedade e viviam dependendo do Governo, dos parentes ou da poupança que acumularam ao longo da vida. Agora, com a explosão tecnológica e a entrada na era da informação, os empregadores não estão tão interessados nos nossos empregos anteriores como antes. Agora querem saber da capacidade e do conhecimento atuais.

Um dos apelos românticos da colonização era a importância do trabalho de cada indivíduo. Se você estivesse vivendo na colônia, plantando, cozinhando ou construindo habitações e chegasse aos 65 anos, ninguém iria lhe dizer que se aposentasse.

Voltamos aos dias de honrar a utilidade, e não a idade ou o status. Por exemplo, se minha empresa estiver tentando se inserir no mercado chinês para vender software e você, com 70 anos, souber falar chinês fluente, tiver muito conhecimento de programação, além de energia e entusiasmo, como poderei ignorá-lo?

Bill Gates disse: “Nossa empresa tem apenas um ativo: a imaginação humana.” Se você tirasse todos os escritórios, propriedades, móveis, equipamentos e outros ativos físicos – tudo o que pode ser tocado – da Microsoft, como a empresa estaria? Quase do mesmo jeito que está agora. Isso porque, no mundo de hoje, o valor de uma empresa está em sua mentalidade e em sua criatividade, não em suas posses.

Essa é uma ótima notícia para todos. Se você desenvolve suas habilidades, continua a aprender coisas novas, está por dentro das tecnologias mais recentes, sabe se comunicar bem em uma língua estrangeira ou é especialista em uma cultura ou mercado de outro país, você tem o que precisa para se tornar valioso.

O grande técnico de basquete John Wooden recomendou viver sob o seguinte lema:

Aprenda como se fosse viver para sempre.
Viva como se fosse morrer amanhã.

Foi-se o tempo em que sua empregabilidade dependia principalmente de seu histórico de empregos, suas conexões na universidade, seu networking, seus amigos e familiares ou seu tempo trabalhando na mesma empresa. Hoje, sua habilidade de conseguir e manter um emprego depende de uma coisa só: sua capacitação atual. E isso está completamente dentro do seu controle.

Essa é a nova fronteira. E, se no passado as pessoas tinham medo de chegar à idade de se aposentar e serem descartadas pela sociedade, hoje, se nos comprometermos a continuar aprendendo a vida toda, podemos ser tão úteis para a comunidade quanto nossa motivação permitir. Quanto mais aprendermos sobre o futuro, mais estaremos motivados para nos tornar uma parte valiosa dele.

Planeje cuidadosamente o seu trabalho

Algumas pessoas podem pensar que estão deprimidas, furiosas ou chateadas demais com certos problemas para iniciarem um novo método de motivação pessoal. Mas Napoleon Hill insistiu que essa é a hora perfeita para aprender uma das regras mais singulares da vida: “Existe uma fórmula imbatível para superarmos as tristezas e desilusões: transformar essas frustrações emocionais por meio de um trabalho planejado.”

Depois que obtemos a imagem do que pretendemos ser, o próximo passo nesse caminho é o trabalho planejado, capaz de inspirar a energia do propósito. Sem isso, sofremos de uma forma estranha de transtorno do déficit de intenção. Falta-nos intenção suficiente: não sabemos aonde estamos indo nem o que iremos fazer.

Anos atrás, quando eu era Assessor de Internet na Marinha, ensinávamos os Sargentos a maximizar o tempo que passavam no trabalho na frente do computador. A ideia principal era a seguinte: uma hora de planejamento economiza três horas de execução.

No entanto, muitos de nós pensam que não têm tempo para essa hora de planejamento. Estamos ocupados demais consertando os problemas de ontem (causados pela falta de planejamento). Não percebemos ainda que o planejamento seria a hora mais produtiva de todas. Em vez disso, vagamos pelo trabalho reagindo a crises. Uma reunião cuidadosamente planejada poderia eliminar um terço do tempo que levamos para corrigir erros e apagar incêndios de ações improvisadas.

Meu amigo Filipe, Engenheiro, gerenciava uma grande equipe de pedreiros em um canteiro de obras. Seu sucesso na vida era modesto, até que ele descobriu o princípio do trabalho planejado. Todo fim de semana ele passava duas horas em seu computador planejando a semana seguinte. “Faz toda a diferença do mundo”, ele disse. “Além de terminar um volume de trabalho três vezes maior, sinto que tenho mais controle sobre as coisas. A semana passou a ser minha.”

Quando seu trabalho tem sentido e propósito, é impossível ficar deprimido. O trabalho cuidadosamente planejado vai motivá-lo a produzir mais e se preocupar menos.

Você tem um planejamento bem definido? Segue rigorosamente toda semana?